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A Justiça Eleitoral precisa rever algumas das suas práticas quanto ao ato de votação, ‘in loco’. Pois, onde está escrito que o eleitor deve ou pode levar acompanhantes para a cabine de votação, mesmo sendo essas ‘crianças de 15 anos de idade’?

Os mesários e fiscais de urnas sofreram com essa farra que foi feita principalmente pelas autoridades e candidatos. O presidente Lula levou o neto de 15 anos, Kassab levou dois sobrinhos. Teve candidato que levou 04 netos para a cabine de votação e ainda aludiu que quem digitou os números foi Juninho e quem apertou ‘confirmar’ foi sua netinha Laís de quatro aninhos… Isso é o que? Farra ou ato de propaganda pessoal?

Parece que virou uma péssima moda eleitoral!

O ministro do TSE Ayres de Brito achou a prática incentivadora. Agora não deu respaldo jurídico para entendê-la. Afinal, quem vota é o eleitor que comparece a urna ou a criança que digita e confirma o voto? Ou ainda: Qual o limite de idade das ‘crianças acompanhantes’? Quantas crianças se podem levar até a cabine de votação? Quem deve clicar a confirmação do voto?

Sobram perguntas e faltam respostas.

Por enquanto, temos o consolo dos próximos 02 anos para profundas reflexões sobre esse assunto e pedir a Deus que essa moda imprópria passe logo.

Zé de Pida

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, defendeu hoje (27) a regulamentação do uso da internet como instrumento de campanhas políticas. Para ele, este é um tema “que é sensível e demanda uma rápida definição”. Ele não descarta, inclusive, o estudo da liberação da internet para o recebimento de doações de campanhas eleitorais.

Defensor do financiamento público de campanhas, Ayres Britto disse que a internet é um mecanismo que dá transparência às doações eleitorais. “A internet facilitaria muito a transparência das coisas, mantido o atual sistema de financiamento privado, porque poderíamos criar mecanismos identificadores de quem faz o financiamento da campanha, quem está contribuindo, de que modo, em que quantia e para quem”, afirmou.

Neste aspecto, o ministro citou a lei eleitoral americana como um exemplo a ser seguido. Nos Estados Unidos, os candidatos podem receber doações para suas campanhas eleitorais via internet.

Carlos Ayres Britto não poupou críticas ao atual sistema de financiamento de campanhas políticas. Segundo ele, o financiamento privado de candidaturas leva por conseqüência à formação de “caixa dois”. Ele admitiu que, apesar dos esforços do TSE de coibir a prática das doações irregulares, o caixa dois “é um adversário difícil e renitente”.

Fonte: Agência Brasil